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ESTUDO COM TREINAMENTO DE ALTITUDE REVELA: SÓ QUEM FEZ TIROS E RECUPEROU EM HIPOXIA AUMENTOU O VO₂MAX

Atualizado: 8 de jul. de 2025

Treinar em altitude sempre foi um tema de fascínio para atletas de Endurance. Mas e se você pudesse replicar esse estímulo aqui no Brasil, sem sair do seu rolo ou esteira?

Se você é triatleta, ciclista ou corredor buscando maneiras de subir de nível, certamente já ouviu falar dos benefícios do treinamento em altitude — ou pelo menos do famoso "live high, train low". Com o avanço da tecnologia, é possível simular esses efeitos com dispositivos, como os autohipoxicadores. Mas será que treinar com hipoxia intermitente realmente dá um gás extra no desempenho?

 


 

 

Um estudo publicado no Medicine & Science in Sports & Exercise, com 33 atletas de endurance bem treinados (triatletas e ciclistas), investigou três abordagens diferentes para treinos com hipoxia e revelou um dado surpreendente. E não foi o grupo que treinou o tempo todo em altitude.



O ESTUDO NA PRÁTICA: COMO FOI O TREINO DOS ATLETAS

 

Os participantes foram divididos em três grupos, que treinaram durante 7 semanas, 2 vezes por semana, seguindo um protocolo de alta intensidade:

 

Auto Hipoxicador Portátil MAXEPO uso por atleta
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  • IHIT (Intermittent Hypoxic Interval Training): Estímulo de hipoxia apenas durante aquecimento, recuperação entre os tiros e desaquecimento — mas os sprints eram feitos em ar normóxico.


  • IHT (Intermittent Hypoxic Training): Treino completo (incluindo sprints) em hipoxia simulada (equivalente a 3000m de altitude).


  • NOR: Controle com todo o treino em condições normais (nível do mar).

 

Os treinos progrediram de 3x2min a 4x8min, sempre com potências próximas ao pico de desempenho dos atletas (90–100%).



❌ TREINAR 100% EM HIPOXIA PODE LIMITAR SEU POTENCIAL

Subir a montanha para treinar parece uma escolha óbvia para a maioria dos atletas — mas será que é a melhor? O grupo que treinou integralmente em hipoxia simulada (IHT), equivalente a 3000 m de altitude, foi justamente o que menos melhorou no estudo. Mesmo com alta motivação e sessões bem estruturadas, o ganho de performance foi menor que o do grupo que treinou ao nível do mar.



🚨 Essa é uma armadilha comum entre atletas de endurance: buscar altitude acreditando que o corpo vai “supercompensar” por si só — mesmo sacrificando intensidade.

O ELEMENTO DECISIVO não foi a intensidade, mas a forma de recuperar – A HIPOXIA INTERMITENTE DE RECUPERAÇÃO

O grupo IHIT, por outro lado, foi o único que teve aumento significativo no VO₂max (+8,7%). Eles mantiveram a intensidade máxima nos tiros (em ar normal), mas incluíram hipoxia nas fases de baixa intensidade (aquecimento, recuperação ativa e desaquecimento).

  • IHIT: VO₂max ↑ +8,7%

  • IHT: sem mudanças significativas

  • NOR: sem mudanças significativas

 

Essa estratégia permitiu:

  • Tiros de alta qualidade com potência máxima;

  • Estímulo adaptativo adicional durante a recuperação, potencializando a captação e utilização de oxigênio;

  • Redução do impacto negativo de treinar todo o tempo em baixa pressão parcial de oxigênio.

Ou seja: a adaptação não veio de "sofrer mais", mas de usar a hipoxia estrategicamente, onde ela potencializa sem sacrificar.



Refil Autohipoxicador MAXEPO

 

Esse achado abre uma nova possibilidade de periodização: não usar a hipoxia o tempo todo, mas como uma ferramenta estratégica entre os estímulos, onde o corpo está mais receptivo às adaptações celulares. Se você já treina forte, com consistência e intensidade, talvez não precise mudar tudo — apenas como e quando você respira.

Ainda assim, ferramentas como autohipoxicadores podem ser aliadas estratégicas para simular altitude em ciclos curtos e controlados, especialmente nas fases de recuperação ou base, quando o objetivo é estimular o sistema aeróbico sem sobrecarga muscular.

 

Referência Científica

Roels, B., Millet, G. P., Marcoux, C. J. L., Coste, O., Bentley, D. J., & Candau, R. B. (2005). Effects of Hypoxic Interval Training on Cycling Performance. Medicine & Science in Sports & Exercise, 37(1), 138–146. DOI: 10.1249/01.MSS.0000150077.30672.88

 
 
 

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